domingo, 15 de abril de 2018

As Baronesas nos corpos d'água

As Baronesas das nossas lagoas!
As discussões sobre a proliferação de Baronesas na Lagoa Grande, no município de Feira de Santana, criam o cenário perfeito para o debate sobre a poluição dos nossos corpos d'água. Na verdade o problema não são as Baronesas, mas a irresponsabilidade de quem lança ou não impede o lançamento de esgotos domésticos e quem sabe industriais em nossos mananciais hídricos, contrariando o disposto no artigo 225 da constituição brasileira, segundo a qual, cabe ao poder público e a coletividade o dever de preservar o Meio Ambiente, portanto, somos todos responsáveis.
A Baronesa é apenas um indicativo sinalizando que as águas estão poluídas, mas ou menos no modo que a febre indica a existência de infecção no corpo humano.
Trata-se de um vegetal que atua como um filtro natural, podendo sugar as impurezas e ajudar na despoluição das águas, além de servir de abrigo para a fauna presente nos ecossistemas, tais como: microrganismos, répteis, peixes, anfíbios e outros.
Os problemas decorrem principalmente da falta de manejo adequado, ocasionando a proliferação demasiada da planta e assim, o surgimento de grandes entraves, tais como: dificuldades para a navegação, baixa penetração da luz solar, que pode dificultar a oxigenação do corpo hídrico, podendo levar ao desaparecimento de diversos elementos que compõem o ecossistema.
Penso que cada um de nós temos o dever de dispensar um pouco mais de atenção, no sentido de fazer de Feira de Santana uma cidade que preserve os seus recursos naturais e promova melhor qualidade de vida para a sua gente.